FIM DO MÊS DO MEIO AMBIENTE E DA BIODIVERSIDADE

Não que se saiba muito, mas nunca se soube tanto sobre natureza. Admite-se que a crise ecológica é consequência do jeito humano de lidar com o planeta, visto, na prática, como objeto de uso e consumo e como reserva disponível,  o que, por sua vez,  nos remete à deterioração do meio ambiente.

Discute-se, isso sim, o que fazer daqui em diante.  E parecem-me três os principais tipos de abordagem.

1) Os radicais da domesticação sugerem sofisticar sempre mais as modernas formas tecnocientíficas de controle do  natural, ou seja, ir até as últimas consequências com sempre mais ciência e sempre mais tecnologias.

2) Os ambientalistas, de DNA conservador, sugerem conter as doses de apropriação e exploração da natureza e garantir reservas genéticas e reservas de bens por tanto tempo quanto possível. Ou seja, assumir pra valer o que  se admitiu há quase 50 anos: que  o apropriável e o domesticável têm caráter finito, e que urge realizar a ideia de um desenvolvimento limitado, sustentável – eta palavrinha abusada!

3) Os radicais da ambiguidade sugerem zerar o processo de apropriação pela reafirmação da finalidade e do valor intrínsecos de todo ser vivo e da diversidade das formas de vida. Abandonar, portanto, a instrumentalização da natureza e retornar às origens, a fazer parte dela, à  recuperação do sentido de pertinência e de fraternidade com todos os seres  não humanos.

Tudo indica que a porta de saída dos primeiros, os da ciência e da técnica, está escancarada e que é por ela que o mundo vai. Que nos leve no bom caminho!

Biodiversidade

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