VIDA E AMBIENTE

O planeta terra independe da vida que há nele. É a vida que depende do planeta. Achar porém que cuidar do planeta equivale a garantir a sobrevivência das espécies é simplificar demais as coisas. O tempo da relação de amparo integral de um para a outra já passou. Desde que o homem ocupou cada recanto e fez da desigualdade entre os seus o padrão social da espécie, o que nos cabe é antes de tudo repensar as condições e a qualidade de vida humana instaladas. É ilusório achar que o planeta, se bem tratado, dará conta de uma humanidade caoticamente maltratada e que esta saberá cuidar daquele.

O ponto fraco somos nós, tal qual nos fizemos, não o planeta. Se este tem 6 bilhões de anos é provável que tenha outros tantos até se consumir. De todo modo, nenhuma forma de vida terá tantos. Nenhuma pode esperar ter. E menos que as demais terá a humana, em razão dos desequilíbrios de seu organismo social mais do que em razão de debilidades ambientais.

O foco das preocupações com a conservação da vida anda um tanto deslocado. Talvez por ingenuidade de parte do ambientalista, certamente por interesse próprio de parte dos privilegiados, dá-se importância e urgência de menos ao poder catastrófico das desigualdades entre os homens – condição negativa de sustentabilidade por impedir justamente cuidados elementares com o ambiente.

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