Natal

Imaginem quantos anos passaram se me lembro de Natais esperados com ansiedade infantil que só iniciavam  entre onze horas e meia noite do dia 24, com a retirada do pano que cobria O Menino Jesus do presépio,  à luz da vela, por não permitir a Segurança noturna o uso da lâmpada. Momento místico, pois sabíamos que a estatueta já estava lá, à espera, porém,  de nascer, quando fé e alegria se misturavam, a festa era de boas-vindas e beijos a Ele e, se tanto, um docinho caseiro para as demais crianças. Outros tempos, outros lugares, anos difíceis.

Mas olha, aqueles tempos, lugares e penosas circunstâncias me deixam hoje  indiferente, enquanto emoções, gestos, orações e símbolos do nascimento continuam vivos e significantes. E convenhamos, aqueles breves dias que iam da Noite Santa até o meio dia da Epifania (a saber, 06 de janeiro) sem outros sinais além dos cuidados com o sono do Menino deitado num canto da casa, fazem-me insuportavelmente cansativo e confuso o longo e meio paranoico Natal moderno.

Coisa de idade e memória antigas, claro, mas  nem por isso são menos cordiais estes votos de BOM e FELIZ NATAL e o MUITO OBRIGADO a todos os amigos da Convidas. (Nestore)

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